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Alunos com deficiência mostram que é possível superar barreiras para estudar PDF Imprimir E-mail
Ter, 04 de Dezembro de 2018 06:27

Em 2013, um acidente de moto transformou a vida do casal Alessandra Marquardt e Gilsonei Vieira. Ambos tiveram parte da perna amputada e passaram os anos seguintes evitando sair de casa. Tudo mudou quando Gilsonei ficou sabendo das inscrições para os cursos do IFSC e acabou selecionado para o curso técnico noturno em Mecânica do Câmpus Jaraguá do Sul-Rau. “Eu pensei: o ‘não’ eu já tenho, então quem sabe eu consiga”, lembra o estudante que está na 3ª fase.

 

Segundo o estudante, não há diferença nas dificuldades enfrentadas por ele ou pelos colegas durante o curso. “Faço tudo igual a eles. Frequento as aulas, os laboratórios, a biblioteca, tudo igual. A única coisa que incomoda um pouco é ter que subir a rampa pra chegar até algumas das salas de aula”, diz Gilsonei, que depende de muletas para o deslocamento a pé.

 

Hoje separada de Gilsonei, Alessandra viu no exemplo do ex-noivo a motivação para também voltar a ter uma rotina fora de casa. Após três anos e meio do acidente, inscreveu-se e foi selecionada, em 2017, no curso de qualificação profissional em Gestão da Produção, no Câmpus Jaraguá do Sul-Centro. “Foi lá que recuperei a vontade de estudar e vi que a deficiência não me impediria de seguir minha vida”, recorda.

 

No início das aulas, porém, a aluna teve receio do contato com os novos colegas. “O começo foi estranho, porque eu sabia que as pessoas na rua ficavam olhando, e isso me deixava desconfortável. Mas na turma isso foi tranquilo, talvez porque a maioria era de pessoas mais velhas, com mais vivência e mais respeitosas. Ainda hoje tenho vários amigos que fiz naquele curso”, conta.

 

Após a qualificação na área de gestão, Alessandra decidiu continuar no Instituto, desta vez como aluna do curso técnico noturno em Eletrotécnica do Câmpus Jaraguá do Sul-Rau, no qual está matriculada na 2ª fase. “Aqui também todo mundo respeita e ajuda quando precisa. Temos muitas aulas aqui no último andar, por exemplo, então o pessoal busca o lanche pra mim na cantina [que fica no andar térreo] pra eu não precisar descer e subir a rampa, que é bastante cansativo”, relata.

 

Com os cursos em andamento, tanto Alessandra quanto Gilsonei já imaginam o que farão depois de terminarem a formação técnica. Alessandra planeja continuar no IFSC e fazer a graduação em engenharia elétrica, no mesmo câmpus. Já o estudante de mecânica quer conseguir um emprego como desenhista ou projetista industrial. “A gente pode conseguir muito mais do que imaginamos. Às vezes pensamos que, por causa da deficiência física, o nosso intelectual também não é capaz. Mas a gente se supera, só precisa de força de vontade”, afirma Gilsonei.

 

Assista aqui ao recado que Alessandra e Gilsonei mandaram para as demais pessoas com deficiência física neste dia 3 de dezembro, o Dia Internacional do Deficiente Físico.

 

Uma outra história

 

O auditório Alberto Aparecido Barbosa do Câmpus Florianópolis recebeu quinta-feira (29), a palestra "Esporte paralímpico: uma história de superação", ministrada pelo atleta Giovane Peres, que abordou aspectos motivacionais na prática desportiva e os desafios enfrentados pelos competidores paralímpicos. A iniciativa foi aberta à comunidade.